
Definitivamente somos carregados diariamente com um caminhão de informacao. Consumimos tanto seja pelos estudos, escola, redes sociais, cursos, faculdades, livros, definitivamente estamos obesos de tanta informação consumida.
Vamos do começo, afinal, como aprendemos a aprender?
Na maioria das vezes a criança vai para a escola e logo assume a missão de decorar, com o máximo de detalhes, assuntos de todos os tipos, pois terá que, em breve, fazer uma prova. A partir de então, é testada sua capacidade de decorar. Educação infantil, ensino fundamental, médio, ensino superior e ai então você conclui a base letiva com certo aproveitamento. Você pode continuar inclusive, mas não é esse o foco aqui.
Somos definitivamente, em sua maioria, ensinados a absorver o máximo de conhecimento sem qualquer aproveitamento, você certamente já ouviu a frase: “conhecimento não ocupa espaço“, certo que não ocupa espaço, pois o espaço onde ela pode ser armazenada tem sua própria limitação, mas o fato é que não aprendemos como usar tudo isso. Claro que muitos conseguem de certo modo aprender no lugar de decorar, um processo que demanda de muito esforço porém com a prática alcançamos um aprendizado fluído.
De qualquer forma continuamos a decorar, aprender, armazenar e o que precisamos alcançar, o que fazer com isso tudo? O que o título deste texto sugere é que alcancamos o patamar perigoso de: Obesos de Informação, onde consumimos conteúdos de forma desenfreada e não fazemos nada, ou não sabemos o que fazer com todo esse material em nosso cérebro.
Assim como o já falamos, o resultado é pura ansiedade, SPA e o que você mais quiser listar de CIDs.
Portanto a ideia aqui não é fazer um roteiro e muito menos algo entitulado como “Alcançe a independência em 10 passos” mas sim exemplificar o que tenho feito, e gerado resultado, para ajudar a sair desse acúmulo. Então veja como alcancei resultado em interromper o fluxo desenfreado de Informação sem aproveitamento:
Pause o aprendizado, simplesmente fique um tempo sem querer aprender coisas novas, definitivamente voce não precisa, e aproveite esse tempo para reciclar o que sabe e ajustar o que deseja continuar aprendendo. Uma boa prática seria fazer lista com o ranking das 10 coisas que tem aprendido, lido ou estudado, foque nas 3 primeiras e ignore todo o resto até que consiga, para essas 3 principais “coisas”, se aprofundar o máximo que puder. Assim vamos para a segunda “fase“.
Faça perguntas a você mesmo sobre as “coisas” anteriores e busque profundidade, desenvolvi um metodo simples inspirado, copiado, de auditorias em empresas e adaptei da seguinte forma: para cada um dos temas que surgirem das coisas que listou faça ao menos 5 perguntas sobre o assunto. Calma que vou listar um exemplo, você teve a ideia, ou está estudando, sobre um vazamento de informação devido o uso sem controle da inteligência artificial, sobre este tema você pode fazer perguntas como: “porque a inteligência artificial está sendo usado?”, “porque ocorreu o vazamento de dados?”, e assim por diante, quanto mais perguntas conseguir fazer, e responder, mais conseguirá se aprofundar e melhores serão as próximas perguntas e respostas. Isso torna-se inclusive um vício.
Sair da superficialidade e descobrir o quão podemos enriquecer os assuntos tornando os questionamentos e pensamentos profundos facilmente se torna um vício.
Apenas esse processo irá gerar informação suficiente em sua mente e vai produzir tanto material sobre o assunto escolhido que será necessário organizar a informação e descansar. Assim foque em um provérbio popular entre os produtores que diz:
Terra cansada não produz!
Conhecendo e tomando essa frase como uma verdade, vamos ao proximo passo:
Desfrute do silêncio é uma prática incomum visto que somos imersos em informação não importa o meio engolimos, guela a baixo, toneladas de informação. Mas acredite, pare de se cobrar tanto, vá com calma e digo isso porque temos um instinto de competitividade que nos faz pensar em correr e correr. Acredite, a grande maioria não faz absolutamente nada, portanto se sua intenção é uma competir você já está ganhando, se sua intenção e fazer algo, você já está fazendo, portanto qualquer que seja o motivo acalme-se.
Simplesmente pare tudo por algum tempo, começe com 5 minutos por dia de total silêncio e tente alcançar uma média de 20 minutos por dia, procure seu tempo ideal. Podemos chamar esse período de meditação para ficar fácil de entender, então pode simplesmente colocar uma música relaxante, pode ficar quieto em seu quarto, sala e [ ] não faça nada. Conheço um lugar no Rio de Janeiro, mas também pode ser encontrado em São Paulo e outros estados que é uma “Terapia de privação de sentidos” aqui você irá experimentar, normalmente, um local onde voce vai boiar em uma agua salinizada, com temperatura adaptada ao seu corpo e em um local a prova de som e totalmente escuro, para ajudar a se adaptar pode também utilizar de uma terapia de luzes para não se sentir perdido.
Outra forma de buscar o silêncio é ouvindo e participando da natureza, aqui você terá diversos benefícios porém é mais complicado pois muitas vezes estar presente em um parque florestal para “meditar” não é possível. Mas experimente, vá até um parque onde possa ouvir apenas a natureza, uma cachoeira, um sitio distante, talvez não seja diário mas um bom aditivo assim como a terapia de privação de sentidos.
Por fim, Externalize, Escreva, Fotografe! O último passo que posso afirmar ter me ajudado a “desengordurar” minha mente é definitivamente externalizar o que aprendi ou tenho aprendido. A correria tem nos tirado a criatividade, tudo está sendo copiado aos montes, com o advento da tecnologia da inteligência artificial muitos nem sequer pensam mais. A inteligência artificial definitivamente cria tudo, de textos a livros, de imagens a posters, tudo e isso reforçou a falta de necessidade do ser humano de ser criativo.
Admito que uso a Inteligência Artificial diariamente, ela é minha companheira de estudos onde tenho absolutamente todas as respostas para as mais diversas, e absurdas, perguntas que possa ter durante alguma análise. Mas vejo ela ser utilizada por estudantes ao nível deles nem sequer conseguir escrever um texto em trabalho de escola. Onde vamos chegar.
Nossa habilidade criativa está sendo reduzida a pó e está sendo substituida pela habilidade de consumir conteúdo rápido, rapidamente degradável e em sua maioria inutilizável.
Ao começar a externalizar os pensamentos, seja escrevendo sobre qualquer coisa ou seja fotografando qualquer coisa a sua “mira criativa” vai se alinhando, focando, e muito rápido seu cérebro retorna a criar coisas novas com tudo isso que voce já tem em sua mente.
Em algum post a frente vou te ensinar um método para escrever, assim como um método para fotografar que vai te ajudar a tirar tudo isso de dentro de você, agora, faça apenas com o que já sabe, da forma que sabe, sem se preocupar com gramática, ortografia, estrutura, enrredo.
Faça como der, sem ser o melhor do mundo, sem ter as melhores condições, sem buscar o melhor conceito.
Assim deixe-se de ser um consumidor e torne-se um criador.
Faça como dá.

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